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O primeiro kart foi construído em Los Angeles em 1956, com
motor de aparador de grama. Foi logo um sucesso e em 1957, em Pasadena,
Estados Unidos, aconteceu a primeira corrida de kart.
Entusiasmado com as corridas que assistiu, com pequenos carrinhos
de motores dois tempos, o comerciante de automóveis Cláudio
Daniel Rodrigues resolveu importar a idéia, fabricando os
primeiros chassis de kart do Brasil. Em uma época onde o
improviso falava mais alto que a tecnologia, o protótipo
do kart nacional tinha pneus de carrinhos de mão e motor
d'água. O idealismo que marcou os primeiros anos do novo
esporte era movido principalmente pelo prazer das disputas em pistas
de rua.
Os primeiros modelos eram muito diferentes dos atuais, os pilotos
dirigiam quase deitados. Os chassis construídos na época
eram inspirados nos modelos americanos, mais apropriados para provas
de longa duração. Só após a inauguração
do Kartódromo de Interlagos, em São Paulo, os chassis
passaram a seguir o padrão europeu, com uma menos distância
entre-eixos, o que fazia com que os pilotos não ficassem
mais tão deitados. Na época, o então jovem
Emerson Fittipaldi dividia com outros pilotos a tarefa de construir
chassis Ele foi, aliás, um dos primeiros pilotos a conseguir
competir com menos de 18 anos, já que era preciso até
carteira de habilitação para correr num simples kart.
Desde o início das provas de kart no Brasil, a competitividade
marcou a categoria. Nomes como Wilsinho Fittipaldi, Carol Figueiredo,
Maneco Cambacau, Afonso Giaffone, José Carlos Pace, entre
outros, se destacavam nas provas de rua. Emerson Fittipaldi também
se tornou rapidamente um vencedor no kartismo.
Com o final da década de 60, alguns dos principais pioneiros
deixaram o kart, a maioria para correr de automóvel no Brasil,
e outros, como Emerson Fittipaldi, foram à Inglaterra, iniciar
sua carreira na F-Ford. Já nos anos 70 surgiam mais nomes
que posteriormente teriam uma carreira de destaque na Europa, como
Nelson Piquet, Roberto Pupo Moreno, Chico Serra entre outros.
O kartódromo de Interlagos viu crescer ainda na década
de 70, um de seus maiores pilotos em todos os tempos. Ayrton Senna
da Silva era então mais um jovem talentoso com uma incurável
obsessão por vitórias.
A partir dos anos 70, o kartismo começa a ser levado cada
vez mais a sério pelos jovens pilotos, tecnicamente a principal
mudança observada nesse período foi a introdução
do álcool como combustível, o que permanece até
hoje.
fonte
Revista Racing nº 4 1996
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